sábado, 11 de maio de 2019

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM OLAVO DE CARVALHO



-  Obrigado, mestre,  por dar essa canja.
-  Tá, depois você me manda uns alunos e fica tudo bem. Nunca deixo de prestigiar profissionais não alinhados aos vermelhos.

- Como foi o processo de apoio ao presidente eleito?
- O Bozo? Sempre desconfiei que a vocação dele era mais para estatista do que para estadista. Quase foi cooptado pelos militares esquerdistas. Se me permite o infame trocadilho, estava ‘PRESTES’. Eu só o apoiei por causa dos meninos. Eles me convenceram de que, durante a campanha, converteriam aquele capitão bronco pra agenda liberal. Estavam certos. Bastou falar que, pra liquidar a esquerda e o MST, era mais eficiente abrir a economia do que armar os fazendeiros, ele topou na hora. Passou até a apoiar a reforma da Previdência. Esses meninos são meu maior orgulho.

- O senhor se refere aos filhos do presidente?
- Claro! O Carlinhos e o Dudu são meus fieis seguidores. Graças a discípulos como eles, minhas aulas estão sempre repletas de otár..., digo, alunos. Eles me ajudaram também a arrecadar fundos para pagar uma multa milionária por sonegação de impostos. Nem mesmo sob Trump, a Receita americana larga do meu pé. Uma ingerência inaceitável do Estado na vida do cidadão.

- E como o senhor avalia os primeiros meses do presidente?
- Meio decepcionado. Ele trocou militantes por militares. A coloração do governo tá mais pra oliva do que pra Olavo. Precisa ‘endireitar’.

- O senhor não acha que esses embates com os militares podem prejudicar o governo?
- E daí? Não posso abrir mão da minha imagem de polemista desbocado. Bastou chamar o general Santos Cruz de “bosta engomada”, meu livro subiu 3 posições na lista de mais vendidos.

- Mas isso, não pode desgastar Bolsonaro?
- O Mike Pompeo já me orientou a não perder tempo com a América Latrina. Tudo que fica ao sul do Texas é shit. Não temos tempo a perder com essas republiquetas. Só precisamos de muitos quilômetros de muros e arame farpado pra manter essa sub-raça de viralatas de bombachas fora do território americano. Termos ao Sul um vassalo servil quando precisarmos de apoio estratégico, já é alguma coisa.

- O senhor mantém contato direto com o governo Trump?
- Eles me dão um subsídio mensal pra manter a pregação entre os incivilizados do Terceiro Mundo com esse blábláblá de ‘hegemonia da civilização ocidental’, ‘multiculturalismo’, ‘ameaça comunista’ e outras baboseiras. Nosso foco é outro. A única figura imprescindível é o Netanyahu, além das novas lideranças da direita europeia. Aquele cara da Hungria é bom, mas meio fracote com os imigrantes. O da Bulgária também, mas é um cagão: pra fazer média com a comunidade católica recebeu aquele comuna-mor de batina.

- O senhor refere-se ao papa? Mas o senhor não é fiel a Cristo?
- Cristo? Aquele comunistazinho judeu que conspirava com os bárbaros contra o portentoso Império Romano? Um merdinha revolucionário. Meu negócio é direto com o pai. Quero lá saber do filho bastardo. Está na hora de fazer uma revisão do evangelho e valorizar os ensinamentos do Antigo Testamento, pilar da civilização judaico-cristã.

- Como o senhor avalia a influência que exerce sobre o atual governo?
- Bom, o pai zonzão come nas mãos dos filhos que comem na minha mão. Isso basta. Esse negócio de ministério é secundário. O chanceler Ernesto Araújo é nossa grande aposta, um fiel escudeiro do trumpismo num posto chave. Só que não deixam o homem trabalhar. O filho da p(*) do Mourão conseguiu congelar a mudança da embaixada brasileira pra Jerusalém. E a representante da turma do boi, a vaca da ministra da Agricultura ainda preparou um jantar pra bajular os patetas muçulmanos e convencê-los a não barrar a importação de carne. Precisou de um banquete com bastante kibe cru e kafka preparados com a autêntica carne halal pra eles amansarem o discurso.

- O senhor quer dizer kafta...
- É isso! Precisamos apoiar a cruzada de Netanyahu contra os infiéis de turbante. Israel é o baluarte do Ocidente glorioso naquele c(*) de mundo, resolve pra nós o problema dos palestinos da única maneira possível: exterminando todos. Pra cada israelense morto, ele mata 100 filhos da p(*) na faixa de Gaza.

- Voltando ao Brasil, qual sua opinião sobre Lula?
- Longa vida na prisão para o bêbado barbudo. Sem ele, não seríamos nada. O dia que ele morrer, morre junto o PT. E aí, quem vamos martirizar? E ainda ele nos fez o favor de deixar no comando aquela idiota da Gleisi, elogiando o Maduro e o STF. Não podíamos ter inimigo melhor pra bater.

- Pra finalizar, mestre, é verdade que o senhor não acredita em aquecimento global?
- Claro que não. Assim como evolucionismo, teoria da relatividade, heliocentrismo, vacinas e outras asneiras produzidas pelo marxismo cultural. Estou preparando estudos desmascarando a farsa televisiva do homem na Lua e provando pra esses cientistas ateus que o ‘buraco negro’ fotografado há pouco é, na verdade, o c(*) de Deus.

- Algum novo livro em vista?
- Tenho alguns ensaios quase prontos: “Estratégia Gramsciana de Doutrinação Infantil nos Ensinamentos de Dona Benta”, “Benefícios do Tabaco no Combate a Tumores Malignos”, “A Ameaça Globalista dos Médicos Sem Fronteiras” e “Islamização do Ensino: Influência Nefasta dos Algarismos Arábicos na Destruição dos Valores Cristãos da Matemática”

- Obrigado pela entrevista, mestre.
- Leve uns panfletinhos do meu curso de filosofia. Aceito artistas. Órfãos da Lei Rouanet têm desconto. O Lobão e o Roger já são meus discípulos. A Regina Duarte e a Nana Caymmi acabaram de se inscrever. Faço também mapas astrais a preços módicos.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

VEGETARIANISMO


“Cavalheiro, o cardápio de hoje apresenta duas opções. No primeiro prato, jaz um bife, pedaço estorrica­do de tecido morto, extirpado de um bovino abatido com crueldade, tendo sido, ainda em vida, cortada sua jugular e sobre sua cabeça desferido um golpe com um marrete de 20 kg. Acompanha um pouco do sangue remanescente do processo de degola. Na segunda opção, uma deliciosa salada mista com diversos tipos de folhas de verduras frescas cultivadas organicamente, transportando para o seu organismo ingredientes vitais do solo e fibras que auxiliam o metabolismo e combatem o colesterol. Acompanha quiche de espinafre.”
Certamente, a esmagadora maioria irá preferir a primei­ra opção, frustrando a tentativa de aliciamento efetuada pelo garçom vegano.
O costume de consumir cadáveres de animais grelhados, vulgarmente conhecidos como churrasco, está encravado em nossa civilização, associado a um congraçamento pagão, en­volvendo farra, uma informalidade ligeiramente trans­gressora e, não raras vezes, embriaguez. Churrasco no domingo virou carne de vaca.
Os propalados malefícios da carne, especialmente a vermelha, à saúde não parecem sensibilizar as pessoas, já com hábitos de cultura alimentar arraigados ao longo de gerações e pouco propensas a abrir mão do primitivo prazer carnal. De fato, é inimaginável um encontro da turma no fim de semana para assistir futebol, tomar cerveja, tendo à mesa um prato de tofu grelhado com broto de feijão ao molho shoyu.
Deixar de ingerir carne não é uma decisão fácil. Meu caso é ilustrativo. Descendente de árabes, acostumei-me a ter à mesa apetitosos quitutes como quibe, michui e outras delícias carnívoras da culinária moura. Até que, num belo dia, há uns trinta anos, tomei a decisão de largar a carne. Minhas escolhas nutricionais foram se reformulando aos poucos até que a vaca definitivamente foi pro brejo.
Ás vezes, tenho uma recaída quando me deparo, por exemplo, com um quibe de bandeja igual ao da minha mãe, ‘reencarnando’ os tempos das vacas gordas. Umas pequenas transgressões a que me permito já que... a carne é fraca! Churrasco, todavia, há muito deixou de me des­lumbrar. Provoca-me nada mais que um ligeiro enjoo.
No Oriente Médio, os pratos eram originalmente preparados à base de carne de carneiros, criados, imagino, livremente no deserto. A inclusão dos hormônios e das marretas não estava prevista. Ainda assim, torço para haver um sopro de flexibilização dos rígidos e seculares costumes sarracenos, adotando uma dieta mais light, susceptível aos tempos atuais. Quem sabe um delicioso quibe de... abóbora?
Um método poderoso de tornar-se vegetariano é fazer uma instrutiva visita a um matadouro ou a uma avícola, a fim de presenciar in loco o espetáculo grotesco de como os pobres e pacíficos animais são aniquilados para que lhes seja arrancada a carne. Carnificina! Se o estômago aguentar a experiência, pelo menos, nunca mais vai apreciar uma picanha da mesma maneira. Não pesando na digestão, pesará, pela cumplicidade, na consciência. A carne não mais descerá impune.
Ao contrário do que acontece quando nossos dentes dilaceram um pedaço de carne, portador do terror da morte em suas entranhas, nossa conexão nutricional com os frutos da terra é um enlace com a vida. Ainda que uma planta possa conceder sua vida para nos fornecer alimentação, não há, suponho, sofrimento e dor nessa entrega. Parece mais um ato de integração com a Natureza.
Quando a cadeia alimentar realiza-se entre o animal homem e os vegetais, o ciclo da vida fecha-se de uma maneira conservativa. É sabido que a pecuária é uma das atividades mais impactantes sobre o meio­-ambiente em termos de devastação de florestas, utilização de insumos e até efeitos sobre o aquecimento global. Não fosse por outra, esta razão já seria suficiente para repensar os hábi­tos alimentares: adotar uma prática ambientalmente correta.
Ingerir vegetais é trazer o espírito da selva para dentro do corpo. Interagir com a natureza, extrair dela a essência da vida, integrando-se ao espírito de Gaia. É resgatar nossa dí­vida com o planeta, contraída nos descaminhos da civilização ocidental, que descambou para práticas antropo­cêntricas e economicistas, subordinadas ao mercado. É conectar-se com o Universo e com Deus, seja Ele quem ou o quê for. E seja lá onde estiver, certamente estará a léguas dos fast foods, das praças de alimentação e da algazarra que cerca as refeições feitas às pressas nos shoppings da vida.
A prática básica que leva a esse rompimento é a inserção da salada nas refeições. Tenras folhas de alface ameri­cana, escarola, rúcula, agrião, colorizadas por fios de beterraba e de cenoura, brotos de alfafa e fatias de tomate caqui, regadas com azeite, alho, sal e limão. Uma salada no almoço instala um oásis interno e capacita-nos a voltar com leveza à aridez da vida cotidiana.
Substituir folhas verdes frescas por ali­mentos industrializados, cheios de aditivos e conservantes, é, com perdão da expressão, um verdadeiro ‘desplante’!
Para reverter essa situação, uma boa técnica é um banho estomacal verde. Saturar o organismo de clorofi­la. O ideal é já começar o dia com um suco detox. Couve, espinafre, hortelã, salsinha e salsão. Pode-se agregar ramas de verduras que na feira jogam fora. Acrescentem-se pepino, cenoura, maçã e chia. Bate-se com água. Coa­-se, de modo a extrair da massa verde até a última gota do precioso sumo. É o sabor da vida descendo pelo gogó, enveredando pelo esôfa­go, passando pelo tubo digestivo até se instalar refrescante no estômago. Ao sair do liquidificador, é possível entrever uma aura verde fluir energeticamente do interior daquele líquido espumante, provinda da fusão de elementos vitais que concorrem para a mistura exta­siante. Parecemos nos colocar sob o efeito do pó de pirilimpimpim. O perfuminho da clorofila remete ao mistério das florestas tro­picais virgens. Com algum esforço, é possível ver duendes e fadas dançando em volta do copo. Um exército de micronutrientes transporta­dos pelo caldo da trituração invade o intestino e instala a livre circulação no aparelho digestivo.
Se você estiver anestesiado pelo sabor edulcorado e plastificado do açúcar e do ciclamato dos refrigerantes, ener­géticos e outras drogas industrializadas, é preciso um estágio antes de receber o choque verde de Avatar. Procure ir introduzindo os elementos naturebas em seu cardá­pio. É preciso ‘implantar’ em nosso organismo o sabor das florestas tropicais. Aos poucos. Não adianta botar o carro de alfaces na frente dos bois.
Voltando à vaca fria, que tal adotar dieta vegetariana nos presídios? Certamente essa medida aumentaria a taxa de regeneração, além da economia para o contribuinte, já que a alface é bem mais barata que coxão mole. A carne certamente insufla a violência. Rituais de brutalidade combinam com álcool e carne. Alguém já viu um estuprador vegetariano? Um criminoso que passe cinco anos comendo legume e arroz integral certamente terá maior chance de voltar à sociedade com melhores condições de amar a vida e respeitar o próxi­mo.
Talvez seja só um sonho. Mas tenho a impressão de que um futuro melhor não pode depender apenas de mudanças político-sociais. É preciso uma revolução pessoal em que cada indivíduo conceba o mundo de uma maneira mais solidária a todos os seres vivos. Adotar a dieta vegetariana ou vegana é parte dessa transformação.




Adaptado de texto do Livro O QUE DE MIM SOU EU







segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O TRIUNFO DA MEDIOCRIDADE



Muita tinta tem sido gasta para explicar a guinada ideológica ocorrida no país a partir das eleições. Não me parece provável que a sociedade brasileira, apesar de endemicamente conservadora, tenha se rendido ao fascismo. A minha tese é que se rendeu ao idiotismo.  O discurso vitorioso não veio da direita nem da esquerda. Veio de baixo.
A imbecilidade, que já vinha rondando a vida nacional, conseguiu apropriar-se do poder pelo voto. As redes sociais potencializaram o processo, possibilitando que idiotas (com bandos de seguidores mais idiotas ainda) externassem sua opinião em pé de igualdade com mestres em filosofia. O facebook democratizou a cultura da pior maneira: nivelando-a por baixo.
O fato de não ter emplacado seu candidato não exime a esquerda da responsabilidade pela imbecilização generalizada. Após anos de ‘Pátria Educadora’ e doutrinação, a única coisa que a ‘pedagogia dos oprimidos’ produziu foi uma multidão de analfabetos funcionais com diploma na mão que recitam a teoria da mais valia sem saber decifrar os mistérios da tabuada e do abecedário. As experiências didáticas “revolucionárias” não foram capazes de produzir novos Machados de Assis, Gilbertos Freyres e Villas Lobos e sim uma legião de Safadões e Mc Merdinhas.
Enquanto os intelectuais reverenciavam o samba em rodadas boêmias no Leblon e em Ipanema, os pancadões ganhavam os morros com sua ostentação desavergonhada.  Originária dos grotões miseráveis das periferias, a cultura popular (‘popularesca’ em termos mário-andradianos) tomou de assalto os círculos refinados difundindo o machismo, o preconceito, e a banalização do sexo.
Como os intelectuais fracassaram em levar artes e sociologia às massas, essas acabaram impingindo seu próprio padrão estético, de Pablo Vittar a Ratinho, do pastor Malafaia a Bruno & Marrone.
As elites esclarecidas renderam-se ao BBB e à dança do Créu assim como sucumbiram ao discurso simplório da liberação das armas e do complô marxista. Abriram mão de pensar a realidade e de apreciar a arte transgressora e reflexiva. Abdicaram de Caetano para cultuar Alexandre Frota. Para se contrapor a Sartre, lançaram mão do professor Enéas. Para virar a mesa do PT, toparam vender a alma ao diabo, submetendo-se ao discurso raso e às fake news.
Nem precisaria. A esquerda já vinha se esfacelando por si só. Os arautos do socialismo continuaram esperando Godot, na vã esperança de vir consumar-se o paraíso igualitário, corolário do materialismo histórico de Marx e Engels. Postularam a destituição da classe burguesa, mas quem teve a cabeça a prêmio foi a classe política. Recrutaram os estudantes a lutar pela qualidade da educação, mas os jovens foram à rua pela catraca livre. Convocaram as massas contra a prisão do Lula mas a população preferiu mobilizar-se pelo frete dos caminhoneiros.
Bolsonaro canalizou essas pautas fúteis e consagrou a boçalidade em seu ‘programa’ de governo, em sintonia com o admirável mundo novo que despontava nas ruas.
FHC, professor em Paris e Cambridge, sociólogo, encerrou um ciclo que intelectuais notáveis no poder após a redemocratização, instituindo programas como o Plano Real e a Responsabilidade Fiscal. Após sua saída, adveio o populismo, o descalabro nas contas públicas e o toma-lá-dá-cá da política. Afinal chegamos no fundo do poço: um candidato cuja plataforma consiste em armar a população, liquidar a ‘petralhada’ e proibir o kit gay.
Em função de suas limitações intelectuais, o presidente eleito terceirizou parte de seu governo, conferindo à economia (sob Paulo Guedes) e à justiça (sob Sérgio Moro) o brilho que faltava nas demais áreas. A imbecilidade encastelou-se no núcleo duro do futuro governo acolhendo os interesses retrógrados da bancada dos 3 B’s (Bala, Bíblia e Boi), sob as rédeas de Bolsonaro e seus filhos tagarelas, fãs fervorosos de Trump e Netanyahu.
Do inculto presidente americano, foi herdado o ódio irracional aos ambientalistas, esses ecochatos que ficam nos cobrando compromisso com temas irrelevantes como a sobrevivência do planeta e o futuro dos nossos filhos. Impropérios foram proferidos contra os malévolos fiscais do IBAMA e contra o aquecimento global que teima em continuar aumentando a despeito do descrédito dos obscurantistas.
Assim como Trump (só que sem as razões da potência econômica do Norte), prepara-se para uma mirabolante escalada militar, talvez para enfrentar o portentoso exército venezuelano e a infiltração de cubanos armados de perigosos estetoscópios.
A subserviência aos EUA talvez traga dividendos que nós, pobres mortais, não conseguimos vislumbrar. Ou talvez seja simplesmente mais um lance do besteirol que ascendeu ao poder para atender à massa ignara, aparvalhada com tantos anos de desgoverno e corrupção.
Uma hora terão de confrontar o mundo real. Até cair a ficha, “abaixo cientistas, artistas, jornalistas, ecologistas”. São perigosos. Fazem-nos pensar.
A burrice é redentora de todos os males.