quinta-feira, 21 de maio de 2020

CAPITÃO CLOROQUINA



No momento em que o Brasil caminha a largos passos para se tornar o epicentro da pandemia de coronavírus no planeta, nosso mandatário de plantão tira da cartola a solução mágica para enfrentar a ameaça: a CLOROQUINA. O presidente Bolsonaro assume com entusiasmo a condição de garoto propaganda da novidade ante o avanço implacável do vírus que, não informado sobre isso, continua a fazer a cada dia mais vítimas fatais.
Indicada para pacientes graves, leves, assintomáticos, de todas as idades, a cloroquina pode ser consumida com ou sem receita como pastilha Valda, é o que sugerem as mensagens disseminadas aos milhares na internet por apoiadores do governo, indiferentes às sérias restrições levantadas por inúmeros estudos.
Encampado pela ala terraplanista que apoia o presidente, a difusão do uso da cloroquina mobiliza milhares de robôs nas redes sociais e o séquito habitual de seguidores zumbis, prontos a alardear as maravilhas dessa droga ‘miraculosa’. Deixou de ser um simples remédio para tornar-se uma arma ideológica contra ‘esquerdistas’.  
Deixada de lado no resto do mundo, a cloroquina tornou-se tão poderosa por aqui que derrubou dois gabaritados ministros da Saúde. Desprezando a opinião de especialistas, nosso Capitão Cloroquina, recorrendo à sua sabedoria de caserna, alardeia aos quatro ventos a necessidade de incluí-la nos protocolos do SUS. A despeito dos preceitos da Ciência Médica e das recomendações da OMS, sobrepõe sua inquestionável opinião, formada com base em bate-papos no whatsapp.
A verdade é que Bolsonaro tem uma atitude ausente, quando não de boicote, em relação às medidas necessárias de combate ao coronavírus. É o único líder mundial a jogar a favor da doença.
O resultado é que a situação no Brasil tornou-se caótica e o número de mortos está em impressionante ascensão ao contrário do que ocorre em quase todos os demais países. O presidente diariamente demonstra desprezo pelos esforços do seu próprio ministério da Saúde, incentivando manifestações públicas e aglomerações e tripudiando sobre o isolamento social, único remédio comprovadamente eficaz para conter a propagação do vírus.
Com a defesa apaixonada e sem base científica da cloroquina, imagina estar fazendo sua parte. Desobriga-se assim de participar de entediantes reuniões de trabalho com gestores e de proceder a visitas a hospitais de campanha repletos de gente doente, respiradores e sofrimento, podendo dedicar-se a assuntos mais amenos como discutir a volta dos campeonatos estaduais de futebol.
Indiferente ao empenho de governadores e prefeitos em preservar a população da doença e aos esforços sobre-humanos de enfermeiras e médicos nas frentes de batalha, o Capitão Cloroquina aproveita seu tempo com churrascos, passeios de jet ski e clubes de tiro. Quando criticado por sua atitude, tem uma resposta pronta: “E daí?”
Sua insensibilidade ante aos horrores da pandemia é assustadora. Não demonstra qualquer emoção ante a desgraça que se abate sobre o próprio povo que o escolheu. Sua expressão permanece fria. Seus olhos, gélidos e sem vida, nunca marejam (exceto quando é ovacionado como ‘MITO’ por multidões de puxa-sacos). Jamais se solidariza com as famílias dos mortos nem comunga da sua dor. E ainda encontra espaço para piadas bizarras fazendo pouco caso dos que padecem da enfermidade. Parece odiar aqueles que teimam em morrer, contrariando seu ceticismo nos efeitos deletérios da doença.
Nutre uma ideia mórbida de que é preciso que todos fiquem rapidamente infectados para criar a tal da ‘imunização de rebanho’. O custo disso provavelmente será a perda de centenas de milhares de vidas, mas isso é ‘secundário’. Também não é considerado o colapso do sistema de saúde, os hospitais abarrotados e as pessoas que sucumbem (inclusive por outras causas) por não poderem receber atendimento. Em sua fria avaliação militar, são vítimas inevitáveis da tática de guerra adotada. Deixar o comando da Saúde nas mãos de militares, ao invés de médicos, talvez faça parte dessa estratégia macabra.
Segundo essa lógica perversa, aqueles que, como ele, são “atletas” (sic), não serão afetados gravemente pela “gripezinha”. No fim das contas, sobreviverão à pandemia apenas os mais aptos biologicamente, os ‘melhores’. Essa eliminação dos menos capacitados, preconizada por Bolsonaro e sua trupe extremista, recebe o nome de ‘eugenia’ e já foi aplicada por certo líder na Alemanha nos anos de 1930.
Não importa o trágico destino reservado aos mais vulneráveis. Idosos, portadores de doenças pré-existentes ficarão abandonados à própria sorte, quando as UTI’s estiverem abarrotadas, o que está em vias de ocorrer. Tampouco se incomoda com os economicamente mais frágeis: dezenas de milhões de brasileiros que vivem em condições sub-humanas, sem ter como se proteger e que serão atingidos em cheio pela virulência da pandemia.
Seu único foco é o desemprego e a ‘geladeira vazia’ dos mais pobres, o que curiosamente preocupa apenas os mais ricos que desfilam bem protegidos em carros de luxo bradando com megafones para os desprotegidos voltarem ao trabalho, apinhados em transportes coletivos. Obviamente, a inquietação do Capitão Cloroquina não é com o padecimento das pessoas desamparadas mas com a retração do PIB e, por tabela, com o sucesso político de seu mandato.
Os militares, chamados a participar desse circo de horrores, lavam as mãos ante as ‘excentricidades’ do Capitão Cloroquina e seus filhos peraltas. Aproveitam, condescendentes, das benesses do poder, pondo por terra o belo discurso de que as forças armadas são avalistas dos valores republicanos. Sua presença em postos chave da administração chancela as barbaridades cometidas pelo governo a que servem. Os cadáveres agora não se encontram nos cárceres da ditadura, mas são produzidos em massa pela prevalência da política criminosa de ‘salvar a economia’ sobre o primado de ‘salvar vidas’, ao contrário do que ocorre em todo o mundo civilizado.
O Brasil descola-se da imagem de cordialidade e alegria e revela ao mundo sua face mais cruel. As belezas e as virtudes tão glorificadas de nossa terra estão sendo sepultadas ao lado dos milhares de mortos da pandemia, pessoas largadas à mercê do destino, sem poder contar com o amparo do presidente que elegeram.
O país pitoresco e carnavalesco de outrora revelou-se uma grande ‘fake news’ para enganar trouxas. Tal qual a CLOROQUINA.





domingo, 26 de abril de 2020

ESTAVA ESCRITO


Revelado texto inédito de Nostradamus que faz menção à pandemia de coronavírus.


CENTÚRIA XI
(...)
“No próximo milênio, em ano de algarismos repetidos
Disseminando danos por toda terra,
Eclodirá severa peste em mercados do Extremo Oriente
Gerada por repelente mamífero alado

A letal doença tomará a Europa Ocidental
Seus efeitos malignos vencerão as barreiras de Netuno
Para o outro lado do Atlântico Norte
Instalando-se no reino do bárbaro de cabelos louros esvoaçantes

Os tentáculos do mal alcançarão o Sul onde atingirá o ápice
Em nação submetida a tirano violento de pouca cultura
Um Nero despótico, alçado ao poder
Após ferimento forjado de adaga

Feito messias por multidão de ignorantes
Seduzidos pelo fanatismo de falsas escrituras
Manipuladas por engenhos produtores de ódio
Que ardilosamente instilam cizânia e intriga

Escorada pelos três rebentos do enviado pela besta
E apoiada por pastores avaros e espoliadores
Que deturpam a palavra de Cristo para angariar riquezas
A seita arrebanhará uma legião de crentes incultos

Sem remédio a lhe conter, a aflição sombria
Marchará cruel sobre o povo bufão e crédulo
Que alheio olvidará os conhecimentos dos mestres
E ignorará os doutores da ciência e da cura

A pestilência causará milhares de vítimas
Corpos insepultos amontoados às portas das casas de tratamento
Cumprirá assim os desígnios maléficos de danação
Praguejados pelo demônio e seu séquito

A natureza será também flagelada
Matas serão transformadas em fogo
Os anjos guardiões das florestas serão aniquilados
E suas terras usurpadas por homens abastados

Das entranhas das hostes de Lúcifer, advirá a salvação
Em socorro ao povo martirizado, rebelar-se-ão dois mouros
O semideus mouro Lavajacton, letrado em leis e dotado de prestígio
Ao tentar destruí-lo, o Anticristo destruirá a si mesmo

Aparentando ser um espectro de Satã
O segundo mouro aclamado Mourão, homem ponderado
Emergirá das sombras para pacificar a nação
Em ruínas perpetradas pelo ímpio

O boçal Nero que abriu o umbral para a entrada do mal
Será, enfim, destituído e encarcerado com seus progênitos insanos
Deixará rastro de destruição e horror
Muitos milhares de mortos, fome, miséria

A exuberância das terras tropicais jamais será restaurada
Por várias gerações tentar-se-á mitigar os efeitos da calamidade
Para reerguer a nação dos escombros suscitados
Por esse nefasto reinado de 4 anos que não chegaram a 3”.


domingo, 29 de março de 2020

PRONUNCIAMENTO À NAÇÃO



30/ABRIL/2020

Brasileiras e brasileiros.
Venho em rede nacional informar que estamos a um passo de vencer a gripezinha que se abateu sobre o país.
Ficou comprovado que tudo não passava de alarmismo da imprensa para provocar histeria na população.
Eu mesmo sou portador do vírus COVID-19 e nem por isso saí alardeando por aí. O resultado do meu exame deu positivo desde o início e, sob recomendação de meus filhos Carlos e Eduardo, achei prudente não divulgar o resultado para não provocar pânico inutilmente.
Peço desculpas a meus apoiadores que involuntariamente possam ter sido por mim contaminados nas manifestações do dia 15. Alguns podem ter espalhado o vírus por aí e provocado óbitos? Sim, e daí? São baixas que devemos computar como parte da luta para um país melhor. O importante é que as manifestações em meu apoio foram um marco decisivo na guerra contra os esquerdistas que ameaçam nossas instituições.
Peço desculpas também àqueles à minha volta que venho contaminando com o vírus, em especial, às famílias de alguns idosos que possam ter perdido a vida. São bravos brasileiros que morreram por um grande ideal, preservar a figura do Mito. Peço que todos sejam reverenciados como heróis.
Agradeço aos valentes comerciantes que mantiveram suas portas abertas e aos pastores que, em nenhum momento, sucumbiram à paranoia, conservando seus cultos.
Não vejo mais razão para manter sob sigilo minha condição de portador do vírus já que a epidemia se disseminou, 2/3 dos brasileiros estão contaminados e o número de mortos chega a 450 mil (e não 500 mil como propala a mídia esquerdista).
Isso coloca o Brasil como epicentro da pandemia, deixando para trás EUA e China, elevando o Brasil à invejosa posição de liderança no cenário internacional.
Tenho absoluta certeza de que, ao final, o número de mortos pelo coronavírus no país mal chegará a um milhão. Isso representa menos de 0,5% da população.
Aprendi nos quartéis que numa guerra inevitavelmente algumas vidas têm de ser sacrificadas. O importante é que nossa economia foi preservada, as grandes empresas não sofreram perda significativa. O PIB não caiu substancialmente, a inflação permanece sob controle e poderemos dar prosseguimento às reformas.
Hoje está surgindo um novo país. Com a perda de vida de centenas de milhares de idosos, o país renascerá com uma força de trabalho mais jovem e dinâmica. Os gastos com previdência serão menores o que facilitará o ajuste fiscal e o equilíbrio das contas públicas.
Se alguns setores foram prejudicados, outros apresentaram altas expressivas como o das agências funerárias e da fabricação de caixões. Isso prova o dinamismo da nossa economia e a importância da política neoliberal adotada pelo ministro Guedes
Em 2022, minha reeleição possibilitará manter o país na rota certa. O Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.
Boa noite.